26/08/16

Bolo Mármore










































Lembro-me bem que uma das primeiras receitas que retive de forma mais marcante de um blog nosso que adoro, foi o Bolo Mármore, da Rosa.
Curiosamente, além das fotos magnificas e do bolo lindo, o que mais me marcou foi uma peça especifica da composição fotográfica. O bolo foi apresentado em cima de uma daquelas bases para proteger a mesa dos tachos quentes, que era igualzinha às que costumávamos ter quando era miúda. Salvo erro, compradas na feira pelo meu avô.
Já não me lembrava de ver peças destas e adorei a boa recordação que me trouxe. Da infância, do meu avô paterno e da boa comida servida nos tachos que tapavam aquelas bonitas bases de palha.

Este clássico é talvez dos mais executados, presentes e sempre gerador de boas sensações. Por cá nunca se fizeram muitos bolos mas lembro-me de gostar imenso deste em particular. Achava imensa piada ao efeito marmoreado. 
Quando o lindo livrinho da Rosa, autora do blog Be Nice, Make a Cake, chegou, atirei-me logo à Granola e ao Bolo Mármore. Desde essa altura, posso garantir que quando me apetecem estas duas coisas são estas as receitas que faço. Adoro testar granolas, mas a da Rosa nunca mais abandonou os frascos cá de casa.

Fica esta partilha, que dispensa grandes apresentações, acompanhada de um bom café, saída de um livro especial, feito de modo artesanal com todo o carinho, único e cheio de boas ideias. 
Falem com a Rosa e conheçam-no, pois vale bem a pena. 
  







































BOLO MÁRMORE
(Receita do "Caderno de Receitas com Chocolate", da Rosa Cardoso/Blog Be Nice Make a Cake)

Ingredientes
(8-10 fatias)

5 ovos + 1 gema
125 gr de manteiga (à temperatura ambiente)
125 gr de açúcar
130 gr de farinha (sem fermento)
1 colher (chá) de fermento em pó
50 gr de chocolate em pó
120 gr de iogurte natural (usei grego)
Raspa de limão
1 colher (chá) de canela
1 colher (chá) de café me pó
1 colher (chá) de extracto de baunilha

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Usei forma de bolo inglês mas pode ser feito noutra a gosto.
Bater muito bem a manteiga com o açúcar até obter um creme fôfo e esbranquiçado. Adicionar as 5 gemas e bater bem até ficar homogéneo.
Acrescentar o iogurte e envolver bem.
Bater as claras em castelo e envolver delicadamente no preparado.
Adicionar a farinha com o fermento e envolver novamente,
Dividir a massa em duas partes iguais. A uma das partes juntar a raspa de limão e a baunilha e envolver. Na outra parte juntar a gema restante, o chocolate em pó, a canela e o café e envolver bem.
Deitar as duas massas, alternadamente, na forma, criando assim o efeito marmoreado.
levar ao forno cerca de 30 minutos, fazendo o teste do palito para verificar a cozedura.
Quando cozido, retirar do forno, deixar arrefecer cerca de 25-20 minutos e desenformar.



23/08/16

Tomates Recheados com Cotovelinhos, Ricota e Espinafres












































E sempre que Itália nos vem visitar eu fico feliz. 
Não sei, é um fascínio constante que não esmorece. Seja na constante repetição de conjugações clássicas, seja na experimentação de sabores novos. Tudo funciona por aqueles lados quando falamos de comida. E funciona impecavelmente bem.

Nestes tomates recheados a combinação é o mais simples possível e remetem-nos instantaneamente para os sabores mais essenciais daquela gastronomia. O tomate, o mangericão, o queijo. E pouco mais é preciso.

É uma receita simples, saudável e ligeira, que não perde, no entanto, um pingo de encanto, nem retira um milímetro à vontade de devorar. 

Já foi feita e repetida por cá, mostrando-se uma excelente proposta para figurar na mesa de Agosto da Marta, onde o tomate é rei.











































TOMATES RECHEADOS COM COTOVELINHOS, RICOTA E ESPINAFRES

Ingredientes
(2 pessoas)

|Tomates
3-4 tomates médios, maduros mas firmes
150 gr de massa cotovelinho
1/2 colher (sopa) de manteiga
1 dente de alho, grande
180 gr de espinafres, frescos
200 gr de queijo ricota
70 gr de queijo parmesão
Sal marinho tradicional, by Necton
Pimenta preta
Noz moscada

|Molho
Azeite
2 dentes de alho, médios
1 talo de aipo
4-5 tomates bem maduros
Sal
Pimenta
Oregãos, secos
Mangericão, fresco

Preparação

Começar por preparar o molho, levando ao lume numa frigideira anti-aderente, um fio generoso de azeite. Acrescentar o alho esmagado e o talo de aipo cortado em pedaços. Deixar libertar sabor, sem que o alho escureça demasiado. Juntar o tomate cortado em pedaços pequenos e livre de sementes, 5 folhas frescas de mangericão quebradas, temperar com sal, pimenta e oregãos secos e deixar cozinhar uns 7-8 minutos. O molho deve borbulhar bem e reduzir. Retificar temperos e retirar do lume. Reservar.  
Misturar o ricota com 50 gr de parmesão ralado. Temperar com pimenta e noz moscada e envolver bem. Reservar no frigorífico.
Tirar a "tampa" aos tomates e, com cuidado, retirar o miolo sem ferir o exterior. Reservar.
Levar os cotovelinhos a cozer em água abundante, temperada com sal e um fio de azeite. Quando estiver cozido mas firme, retirar da água e reservar.
Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Numa frigideira anti-aderente colocar a manteiga e o alho esmagado. Deixar o alho cozinhar ligeiramente e juntar os espinafres laminados.
Deixar os espinafres cozinhar até amolecerem, temperando com sal e uma pitada de pimenta. Acrescentar de seguida o preparado dos queijos e envolver bem. Deixar apurar 1-2 minutos, juntar a massa escorrida e um fio de azeite. mexer bem até estar tudo envolvido, retificar temperos e retirar do lume.
Colocar os tomates num recipiente de ir ao forno e rechear cada um com uma boa dose do preparado. Levar ao forno cerca de 8-10 minutos, até o tomate começar a amolecer (sem que se desfaça). 
Passado este tempo juntar o molho de tomate na base do prato/travessa e espalhar pedaços de parmesão por cima. Polvilhar o recheio do tomate com parmesão ralado e levar novamente ao forno mais cerca de 4-5 minutos a 210ºC, até o molho borbulhar e o recheio dos tomates alourar ligeiramente.
Retirar do forno e servir de imediato acompanhado de uma salada.










20/08/16

Trifle












































Ainda estamos praticamente a meio de Agosto, sensivelmente a um mês do fim do Verão. Ainda muito calor virá (ou talvez não), mas o que é certo no meio de tanta incerteza é a vontade de fechar a primeira época quente do Sweet World com um doce que reflicta a cara e o espírito desta estação. 
Um doce que traga a frescura e a leveza que se procura nesta altura do ano, sabendo que, seguramente, dentro de pouco tempo dará lugar à busca e exploração de novos sabores, aromas e ambientes. 
Basicamente um doce de colher com fruta da estação, na forma de um bom Trifle, verdadeiro e original, pareceu-nos perfeito para responder a este propósito, sendo este o tema da 8ª edição do desafio.

O Trifle é uma sobremesa típica inglesa, que embeleza as mesas britânicas há mais de quatro séculos. Peça central da sua cultura gastronómica, a primeira referência conhecida a este doce data de 1585, e está presente no livro The Good Huswifes Jewell de Thomas Dawson, escritor inglês autor de temáticas relacionadas com a culinária e a manutenção do lar.

É um facto que dá forma ao doce de camadas mais famoso e, provavelmente, reproduzido de sempre. Contudo, o que normalmente acontece (e por mim falo) é fazermos uma bonita sobremesa com uma camada de bolo, uma camada de creme e uma camada de fruta, adicionando eventualmente algumas crocâncias, mais coisa menos coisa, e chamarmos de Trifle, quando na realidade é apenas uma espécie de. 







































As variações são tantas e tão diversas que só depois de bastante pesquisa e com a ajuda preciosa da Lia, que já teve a sorte e prazer de poder provar verdadeiros Trifles, se chegou à versão considerada mais próxima possível da original.
Confesso que alguns pormenores me surpreenderam bastante. Simplesmente nunca tinha visto ou feito o doce desta forma. Destaco o uso da gelatina que realmente desconhecia, e que não sendo usada em todos os trifles, se apresenta associada à origem do doce, pelo que, faz todo o sentido respeitar.

Resumidamente, para executarmos um verdadeiro Trifle, devemos pegar numa taça ou copo alto, idealmente de vidro, e começar a dispor as camadas no fundo do recipiente pela seguinte ordem:
- Pão de Ló embebido em licor ou vinho madeira
- Morangos ou mistura de Frutos Vermelhos
- Gelatina de Morango
- Creme Custard (uma espécie de leite creme mas mais abaunilhado)
- Chantili/Natas batidas
- Sprinkles (formigos colocridos) e Amêndoa laminada (opcional)  

Relembrando os principais objectivos do Sweet World, nesta edição, principalmente, vamos ser o mais fiéis possível ao original. Bem sei como é fácil extravasar, mas neste caso, se o fizermos, dificilmente teremos o doce original e passamos a ter apenas um qualquer doce de camadas.
Neste tema, naturalmente, que o desafio não passa pela dificuldade, mas antes pelo prazer do conhecimento e pelo gosto de saber que é assim que um dos mais famosos doces do mundo dever ser executado e saboreado.
E desta experiência obtenho o resultado de um bonito, elegante e expressivo doce que, confesso, superou imenso as minhas expectativas. A mistura de todas as camadas, de sabores, texturas e densidades tão distintas, resulta efectivamente impecavelmente bem. 
É fresco, é vibrante, é delicioso. Uma lufada de ar fresco, que com certeza por cá será repetido várias vezes.

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução deste belo doce, basta seguirem as seguintes regras:

  • Tem até ao dia 20 de Setembro para nos apresentarem o vosso Trifle, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Setembro, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 8ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Setembro.







































TRIFLE

Ingredientes
(8-10 doses)

1/2 pão de ló (esta receita)
3 colheres (sopa) de sherry (usei ginginha)
350 gr de morangos frescos ou mistura de frutos vermelhos
500 ml de gelatina de morango (1 saqueta de preparado de gelatina)
500 ml de creme custard*
350 ml de natas para bater + 1.5 colher (sopa) de açúcar em pó
Sprinkles (formigos coloridos) e amêndoa laminada torrada para decorar

*Creme Custard
600 ml de leite
1 vagem de baunilha
1 pitada de sal
90 gr de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de amido de milho
4 gemas

Preparação

Preparar o creme custard com antecedência. Abrir a vagem de baunilha raspar as sementes e juntar num tachinho com o leite, o açúcar, o sal, a manteiga e o amido de milho. Mexer bem e levar a lume brando mexendo sempre. Quando começar a ferver retirar do lume. Colocar um pouco do preparado lentamente sobre as gemas, mexendo sempre. De seguida juntar as gemas ao preparado que está no tacho. Levar novamente a lume brando, mexendo sempre durante 2-3 minutos, até engrossar. Retirar do lume, proteger com película aderente junto ao creme e deixar arrefecer completamente.
Preparar a gelatina de acordo com as indicações da embalagem e deixar arrefecer e prender ligeiramente, mantendo, no entanto, alguma fluidez. 
Bater as natas bem firmes com o açúcar e conservar no frio até usar.
Lavar e cortar os morangos em quartos. 
Montagem: numa taça ou copo largo grande de vidro começar por colocar fatias ou pedaços de pão de ló, de forma a preencher bem o fundo. Salpicar com o licor de ginga, e de seguida distribuir os morangos cortados em pedaços. Verter a gelatina por cima dos morangos e levar ao frio, cerca de 2-3 horas, até a gelatina estar totalmente sólida.
De seguida verter a camada de creme custard (não usei a totalidade, reservei 100-150ml), espalhar nova camada de morangos laminados (opcional), e finalizar com as natas batidas, que poderão ser aplicadas com saco de pasteleiro, se se mostrar mais fácil.
Polvilhar abundantemente com sprinkles e amêndoa laminada torrada.
Conservar no frio e servir bem fresco.




16/08/16

Summer Pudding










































Todos temos aqueles tipo de prato que nos agrada particularmente e aqueles ingredientes ou conjugações que nos enchem as medidas. Então nos doces é curioso ver como algumas pessoas são a cara de algumas sobremesas.
Existem os que só pedem doces de chocolate. Os da fruta. Os dos pudins e texturas mais cremosas. Os dos gelados e semi-frios. Os que só toleram bombas calóricas hiper doces e não se ficam com nada menos que isso. E os malucos por frutos secos! 

Eu (além de muitos dos que referi em cima) adoro doces com pão, ou bread puddings, como são mais vulgarmente denominados. Ainda que muitas vezes se distanciem da textura do pudim, este é o nome oficial destes doces. Por cá temos o tradicional Pudim de Pão e pouco mais. Por outras paragens temos uma panóplia incrível e bem estimulante de bread puddings. Exista vontade de explorar.

Quando se estruturou o tema para esta edição do Sweet World fiquei imediatamente em pulgas! Além de não conhecer este doce e de o achar encantador, só pensava como seria extraordinário.
As expectativas mantiveram-se algum tempo pois a disponibilidade para o fazer não surgia. Dada a qualidade do doce não lamento nadinha a espera. Adorei saboreá-lo e não desiludiu nem um pouco.
O sabor vibrante e envolvente dos frutos vermelhos, a tingir e absorver o pão que se torna cremoso e delicado, criam algo que, para o meu paladar, se mostrou altamente delicioso e viciante. Servido com creme fraiche então atinge o ponto de equilíbrio perfeito.

Para estes dois mini-puddings usei a receita da Lia, reestruturando apenas as quantidades. O pão não absorveu totalmente os sucos e o efeito obtido foi de uns pudins ligeiramente marmoreados. Efeito que adorei, confesso. 
   
É interessante ver como esta receita é simples de executar, originando, contudo, um resultado tão lindo e apaixonante. Sócia, não podias ter escolhido melhor.

A cara do Verão chega a uns dias de, finalmente, partirmos de férias.
Boas para todos!







































SUMMER PUDDING

Ingredientes
(2 mini-puddings)

5-6 fatias de pão de forma (branco), aparadas
60 gr de açúcar demerara
250 gr de framboesas
85 gr de amoras
100 gr de mirtilos
Creme fraiche para acompanhar
Frutos vermelhos para decorar

Preparação

Colocar num tachinho os frutos vermelhos juntamente com o açúcar. Levar ao lume até os sucos libertarem e começar a borbulhar. Deixar cozinhar em lume brando 4-5 minutos e retirar do lume. Deixar arrefecer no tacho.
Preparar duas mini formas (de queque ou similar) com cerca de 7 cm de diâmetro. Untar ligeiramente com manteiga e revestir com película aderente.
Cortar dois círculos de pão à medida da base das formas e forrar o fundo. Cortar em pequenos triângulos tiras de pão, da altura da forma, e forrar as paredes das formas. Ajustar bem o pão e verificar que não ficam espaços abertos, a fim de sustentar bem o recheio.
Rechear com o preparado dos frutos vermelhos até encher. Tapar com um circulo de pão e pressionar ligeiramente. Reservar algum sumo para a finalização. Tapar com película aderente e colocar um prato por cima com algum peso. Como estes pudins são pequenos apenas usei frascos vazios para criar pressão.
Deixar no frigorífico de um dia para o outro.
Desenformar com cuidado, retirar a película aderente e colocar nos pratos de servir. Verter por cima o restante sumo dos frutos, decorar com frutos vermelhos a gosto e servir fresco acompanhado com creme fraiche.





  


12/08/16

Mousse de Morango, Ricota e Lima










































Se há combinação que considero perfeita e utilizo muito na época do calor é a de morango com lima. Ambos os frutos são ácidos e bem distintos no seu sabor, mas juntos intensificam-se e resultam sublimemente bem.

Esta mousse surgiu depois de ter decidido tentar aligeirar uma outra mousse, essa de chocolate e ricota, uma receita italiana deliciosa, mais concretamente da Toscana, que qualquer dia será publicada.
Mudei-lhe os sabores e o ingrediente adoçante, uma vez que a original leva uma aromática calda de açúcar, e acabei por introduzir a gelatina para ajudar a prender, dada a ausência de chocolate nesta adaptação.
No fundo estourei com a estrutura da receita que serviu de inspiração, mas acabei por chegar a esta que agradou imenso.

Não tem açúcar, não tem ovos, mas tem lácteos. Muito lácteos.
É difícil desvincular-me de um grupo alimentar que tanto me diz. Que sempre me disse muito. Não é pelo leite, mas tudo que envolve iogurte e queijo mexe comigo. 
Quando penso em executar algo mais ligeiro e saudável, suprimo imediatamente o açúcar e as gorduras evidentes, mas os ovos e os lácteos não saem assim com tanta facilidade. 

Prefiro as mousses assim, leves e pouco doces. Chegada a esta versão bem aromática, ligeira e fresca, cheguei ali próximo do céu, e bem mais preparadinha para parar, desligar e aproveitar as férias que estão quase quase a bater à porta.

Fica o desejo de Boas Férias em muito boa companhia! 







































MOUSSE DE MORANGO, RICOTA E LIMA

Ingredientes
(7-8 doses)

300 gr de morangos frescos
8-10 tâmaras sem caroço (ou 5-6 tâmaras medjool)
1 lima
300 ml de gelatina de morango
150 gr de queijo ricota
200 ml de natas para bater (colocar 10 minutos no congelador antes de bater)
1 colher (café) de extracto de baunilha
Frutos vermelhos e hortelã para decorar

Preparação

Começar por bater as natas bem firmes. Juntar a baunilha, envolver e conservar no frio até usar.
Hidratar as tâmaras, deixando-as de molho em água morna cerca de 30 minutos.
Entretanto preparar um pacote de gelatina de morango, conforme indicações de embalagem (serão precisos 300 ml, pelo que, um pacote ainda sobra). Deixar arrefecer um pouco.
Retirar as tâmaras da águas, escorrer bem e coloca-las numa trituradora/processador, e triturar até estarem bem desfeitas num preparado o mais uniforme possível.
Lavar e retirar os pés aos morangos e adiciona-los às tâmaras, juntamente com a raspa da lima inteira e sumo de metade da lima. Triturar muito bem e adicionar de seguida a gelatina já morna e o ricota. Triturar até o preparado estar uniforme.
De seguida, passar a mousse para um recipiente largo e ir envolvendo delicadamente as natas batidas. Envolver bem e levar ao frio 3-4 horas, ou idealmente de um dia para o outro.
Servir bem fresca acompanhada de frutos vermelhos a gosto.




06/08/16

Pão de Banana, Tahini e Granola










































Este é um pão especial. Vários motivos o fazem assim.
É bem saudável. É super fácil de fazer. E seguramente, por alguns ingredientes que leva, não agradará a toda a gente. Revela, assim, um carácter muito particular.

A banana e a granola, isoladas ou juntas, adicionadas ao iogurte e à canela, resultam sempre na perfeição. Isso é ponto assente. 
Já o trigo sarraceno, de sabor muito particular e a tahini, uma pasta de sementes de sésamo, de travo naturalmente amargo, tem características habitualmente de aceitação mais difícil por parte de alguns palatos. É ainda o que confere o tom acinzentado à massa.

Este pão/bolo é bem diferente tanto nos sabores e na textura. Bem denso e húmido, oferece um eficaz potencial saciante e uma mescla interessante entre o sabor agri-doce e a sua curiosa e viva textura. 

Sempre que publico uma receita é porque faz sentido partilha-la, é porque a considero boa e funcional. Sempre. 
Naturalmente que neste caso, em como todos os outros, aconselho toda a gente a experimentar, assumindo porém, que aqui o desafio será mais interessante e válido para os verdadeiros curiosos, de natureza mais arrojada, que apreciem propostas menos usuais.

Mostra-se perfeito para um bom pequeno almoço ou lanche. 
Quem se atreve? 







































PÃO DE BANANA, TAHINI E GRANOLA

Ingredientes
(8-10 fatias)

3 bananas maduras, pequenas
7 tâmaras, sem caroço
1 chávena (chá) de granola, triturada
Raspa de 1/2 lima
1 colher (café) de canela
1 pitada de gengibre
1 pitada de Sal Marinho Tradicipnal, by Necton 
2 colheres (sopa) de iogurte grego, espesso
1 colher (sopa) de tahini
1 colher (sopa) de farinha de amêndoa
2 colheres (sopa) de farinha de trigo sarraceno
1 colher (sobremesa) de fermento

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma de bolo inglês, revestir com papel vegetal e voltar a untar. Reservar.
Hidratar as tâmaras em água morna durante 30 minutos.
De seguida escorre-las bem e levar a triturar num processador/triturador, até obter uma pasta o mais homogénea possível. 
Juntar a banana, a canela, o gengibre, o sal e a raspa de lima e voltar a triturar. Acrescentar a granola, o iogurte, a tahini e a farinha de amêndoa e voltar a triturar.
Por fim, com o preparado bem uniforme, passa-lo para um recipiente onde se possa adicionar a farinha de trigo sarraceno e o fermento, com uma colher ou espátula, envolvendo sem bater.
Estando uma massa uniforme, verter na forma, espalhar um pouco de granola por cima e levar ao forno cerca de 20 minutos, até o pão estar firme e assado.
Retirar do forno, deixar arrefecer 15 minutos e desenformar.
Servir ao pequeno almoço ou lanche.