29/09/16

Crumble de Outono










































O que faz um bom prato? 
O seu sabor, intensidade, textura, cor. Todos os atributos que lhe conferem alma. Às vezes mais ligeira, quase ténue, outras vezes cheia de força e bem vibrante. E outras vezes há que basta apenas fome para fazer um bom prato. Ele até podia não ser nada por aí além, mas naquele momento esfomeado soube magnificamente.

Pois este crumble foi feito e saboreado calmamente e com a fome na medida certa. É básico no seu conceito e execução mas cheio de atributos que enchem a alma.
É muito bom porque está carregado de contrastes deliciosos, de sabores, texturas e densidades. Porque é um saudável dos que adoro, que só dá vontade de repetir e repetir. E porque é altamente nutritivo mas simultaneamente ligeiro e cheio de aromas fantásticos.

É um crumble salgado que reflecte Outono por todo o lado e exalta as cores desta estação. Foi seguramente dos pratos mais viciantes que comi recentemente e não serão poucas as vezes que o repetirei.
A quem quiser entrar no espírito deste envolvente Outono, asseguro que não sairá o mesmo. Mas antes, muito mais feliz.

Bom Outono! Ameno. Cromática e aromaticamente perfeito. Só cheio do melhor.







































CRUMBLE DE OUTONO

Ingredientes
(3-4 pessoas)

150 gr de abóbora (usei hokkaido)
2 dentes de alho, médios
1 talo de alho francês
6 cogumelos paris, médios
1/2 curgete, média
Azeite 
Sementes de cominhos
Sal marinho tradicional, by Necton
Pimenta preta
Pimentão doce fumado
Açafrão
Mistura de especiarias "couscous da bahia" (Jumbo)
Coentros frescos
1,5 chávena (chá) de broa de milho
1/2 chávena (chá) de nozes
2 colheres (sopa) de flocos de aveia
100 gr de queijo feta
Mistura de sementes (abóbora, linhaça e girassol)

Preparação

Descascar a abóbora, corta-la em pedaços pequenos e levar a cozer em água temperada com sal. Quando estiver macia, retirar da água e reservar.
Num processador/triturador colocar as nozes, a aveia e um dente de alho e triturar bem. De seguida acrescentar a broa, os coentros e uma pitada de sal e pimenta. Triturar novamente até obter um crumble relativamente fino. Por fim adicionar o queijo feta e um fio ligeiro de azeite, e triturar mais um pouco só até envolver. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Numa wok ou frigideira anti-aderente levar um fio de azeite ao lume e acrescentar um dente de alho esmagado, o alho francês laminado e as sementes de cominhos. Deixar cozinhar um pouco apenas para amaciar e acrescentar a abóbora, a curgete (com pele) e os cogumelos, adicionando uma pitada de sal, pimenta, pimentão doce, o açafrão e a mistura de especiarias. Deixar cozinhar uns 5-6 minutos até a abóbora ficar mais cremosa. Rectificar temperos, acrescentar um pouco de coentros frescos e retirar do lume.
Pincelar com azeite um recipiente de ir ao forno e espalhar os legumes na base. Por cima distribuir o crumble seguido da mistura de sementes. 
Levar ao forno cerca de 18-20 minutos, até ganhar cor e os legumes borbulharem um pouco. 
Retirar do forno e comer quentinho.





25/09/16

Round Up do 8º Sweet World - Trifle




De entre os doces de colher mais famosos de sempre, parece-me seguro dizer que o Trifle surge destacado na linha da frente.

Sendo este o tema da 8ª edição do Sweet World, as propostas de quem quis conhecer este doce britânico a fundo, executa-lo e saboreá-lo na sua essência, foram bem apelativas e visualmente perfeitas.

Uma vez mais, só podemos agradecer a quem continua a deixar-se desafiar pelos pecados do mundo que vamos propondo. Muito Obrigada a todas!


Lia, blog Lemmon & Vanilla 



Paula, blog Sugar Bites



Helena, blog Cooking



Ana, blog Anasbageri


Carla, blog Guloso qb



Isabel, blog Orquestra de Panelas



Cláudia, blog Dona Biscoito 



Susana, blog Basta Cheio



24/09/16

Polenta de Agrião e Gorgonzola com Pêra e Abóbora Assadas










































A clássica conjugação que sustenta esta receita e lhe confere o contraste que sobressai ao saborea-la é das mais conhecidas. Talvez até a que nos vem logo à memória quando falamos da Pêra.  
Porque o queijo azul continua a ser um dos seus melhores amigos, resolvi preservar esta relação, uma vez que a aprecio imenso, e conjuga-la com outros ingredientes muito comuns por cá.
Sendo que o Gorgonzola é, dentro desta natureza de queijos, dos que mais gosto pela simultânea cremosidade e intensidade.

A pêra, um dos muitos frutos que nos chegou da China, é o ingrediente-tema do mês de Setembro da rubrica da Marta. 
É um fruto que tem a capacidade de nos acompanhar praticamente o ano todo, sabe bem mais docinho e firme, que é como gosto dele, e dá resultados fantásticos, tanto em pratos doces como complemento a pratos salgados.
Foi neste papel que a usei, numa sugestão com sabores que adoro e me garantiram um almoço diferente e super interessante. 

Uma receita, que já trazendo consigo as cores do Outono, tanto me encantou.








































POLENTA DE AGRIÃO E GORGONZOLA COM PÊRA E ABÓBORA ASSADAS

Ingredientes
(2 pessoas)

|Polenta
1 chávena (chá) de polenta
3 chávenas (chá) de água
1 dente de alho esmagado
Azeite
Sal marinho tradicional
Pimenta
Noz moscada
Cominhos
80 gr de agrião
120 gr de queijo gorgonzola
100 gr de abóbora hokkaido
2 pêras, maduras mas firmes
Sumo de laranja
Mistura de sementes (abóbora, sésamo, linhaça)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Cortar as pêras em gomos grossos, cerca de 6 gomos. Descascar a abóbora e cortar em lâminas finas. Coloca-las numa assadeira e regar com azeite, sumo de laranja, temperar com sal marinho, pimenta, cominhos e . Envolver bem o tempero na fruta e levar ao forno até estarem assadas, cerca de 15-18 minutos, mexendo a meio do tempo.
Para a polenta, levar ao lume num tachinho a água temperada com uma pitada de sal, pimenta, o dente de alho e um fio de azeite. Quando a água ferver, com o lume no mínimo, começar a acrescentar a polenta, em chuva e lentamente, mexendo sempre com um batedor para não deixar ganhar grumos. Acrescentar de seguida os agriões laminados. Deixar cozinhar durante 3-4 minutos, sem parar de mexer. De seguida acrescentar o gorgonzola cortado em pedaços e envolver bem. Retirar do lume e verter de imediato no prato/travessa de servir.
Espalhar mais um pouco de gorgonzola por cima, e distribuir a abóbora e a pêra.
Acrescentar umas folhinhas de agrião e um pouco de mistura de sementes.
Servir de imediato.







20/09/16

Bread Pudding de Banana, Mirtilos e Ricota













































Setembro é sem dúvida Aquele mês. O meu mês especial e um mês especial para muita gente.
O mês 9 do calendário trás das melhores energias do ano. E o bem que isso nos faz é inegável. A energia do recomeço, da transição, do renascer, das novas fases. Um mês que nos coloca a um passinho do fim do ano, e ainda assim nos dá a "pica" necessária para levar o resto dos dias na melhor das ondas.

As crianças começam ou voltam à escola. Os adultos regressam ao trabalho, mudam de pouso e fazem resoluções novas, ou retomam as resoluções adiadas desde Janeiro. Independentemente do carácter que cada um de nós resolve imprimir a Setembro, independentemente do que ele nos leva a decidir e resolver, este mês é único na sua capacidade de nos criar a sensação de boas novas. Só isso já o faz único.  

Por aqui Setembro tem vários motivos, bons e menos bons, para ser marcante. E este ano volta a ser recebido com um doce que adoro explorar. Pelo seu potencial e possibilidade de combinar uma imensidão de conjugações. Desde o ingrediente base, que vai do pão, ao croissant, passando pelo brioche ou bico de pato, até aos recheios e aromas, cujas opções simplesmente não acabam.  
Neste caso o efeito adoçante é fornecido pelo mel, pela maçã e pela própria banana, tornando-o mais ligeiro e saudável, sendo que o leite de côco lhe fornece um toque bem especial.

Este tipo de doce é muito melhor comido quente ou morno. Frio perde muito da sua essência e graça. 
Posto isto, já sabem... Uma boa caneca de café ou um cházinho a gosto e umas confortáveis fatias deste excelente bread pudding, e estamos preparados para deixar que o Outono se aproxime. Devagarinho, de preferência. 











































BREAD PUDDING DE BANANA, MIRTILOS E RICOTA 

Ingredientes
(4 doses)

4-5 fatias de pão de forma, aparadas
2 ovos, grandes
2 colheres (sopa) de mel
100 gr de ricota
100 ml de leite de côco
1 maçã pequena, descascada e ralada
2 bananas, maduras mas firmes
1 colher (café) canela
1/2 colher (café) de gengibre
1 pitada de sal
12-15 mirtilos
Manteiga derretida qb
1 colher (sopa) de amendoim picado
1 colher (sopa) de açúcar demerara

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Untar com manteiga um recipiente de ir ao forno. Cortar o pão em pedaços pequenos e espalhar no recipiente. Reservar.
Bater os ovos com o mel e o ricota até obter um preparado cremoso e homogéneo. Acrescentar o leite de côco, a maça ralada, as especiarias, o sal  e uma banana grosseiramente esmagada e envolver. 
Verter o preparado sobre o pão e deixar repousar cerca de 30 minutos, para que o pão absorva bem o líquido.
De seguida cortar a banana restante, sobre o seu comprimento, em 4 partes. Dispor sobre o preparado do pão.
Pincelar a banana com manteiga derretida, distribuir os mirtilos pela massa, e polvilhar com o amendoim e com o açúcar demerara.
Levar ao forno cerca de 20-25 minutos, até o pudim estar firme e douradinho.
Retirar do forno e servir morno.  



16/09/16

Strawberry Tart Royale










































Este ano as velas do meu aniversário sopraram-se não em cima de um bolo mas antes sobre uma bela tarte.
Sou fã de tartes, sejam elas de que género forem. Esta em particular, do mais simples que há, acaba por parecer um doce de camadas, onde a fruta se intercala com massa folhada e chantili, de forma perfeita e equilibrada.

Um receita que me agradou assim que a vi no livro Tart It Up, do Eric Lanlard. Encantou de imediato pela beleza e simplicidade, pelo uso de fruta fresca, pela base folhada, que adoro, e pela frescura que emana.
É uma pena que se trate de um antigo clássico quase perdido, actualmente praticamente desaparecida do reportório dos chefs. Dado o seu impacto e qualidade é de lamentar. 
O que não lamento nada foi ter decidido fazê-la. É de facto adorável! 

Ainda não foi desta que me meti a fazer a massa folhada, mesmo que tenha poucas desculpa para não o fazer. Procurei uma massa de compra bem amanteigada para tentar que folhasse bastante e proporcionasse a leveza desejada.
A intensidade da banana flambé combina estupidamente bem com a frescura do clássico morangos-chantili. Foi claro, adorada e devidamente devorada.

Relativamente ao que esta beleza veio ajudar a celebrar, só posso esperar e desejar um ano bom, em véspera de mudança de década, sempre na companhia com o que de mais precioso podemos ter. Acreditando que a boa energia e beleza desta imagem só poderá trazer coisas positivas ao novo ano.
Obrigada, Vida!
  



STRAWBERRY TART ROYALE
(Receita do livro "Tart It Up!", de Eric Lanlard)

Ingredientes
(6-8 doses)

1 placa de massa folhada fresca (de preferência bem amanteigada)
2 colheres (sopa) de manteiga amolecida
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado escuro
2 bananas fatiadas, maduras mas firmes
2 colheres (sopa) de licor de banana (usei rum) 
200 ml de natas para bater
1 colher (sobremesa) de pasta ou extracto de baunilha
200 gr de morangos frescos
200 gr de açúcar 
Hortelã para decorar (opcional)

Preparação 

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Cortar um disco de massa folhada com 20 cm de diâmetro. Colocar sobre um tabuleiro de forno previamente forrado com papel vegetal. Pincelar a massa com manteiga derretida, pica-la com um garfo, colocar outro papel vegetal por cima e levar ao forno cerca de 15 minutos. Retirar o papel de cima e deixar assar por mais 5 minutos, até a massa ficar douradinha.
Numa frigideira anti-aderente derreter a manteiga juntamente com o açúcar mascavado. Acrescentar de seguida a banana e deixar alourar bem de ambos os lados, tendo atenção para que as rodelas não de desfaçam.
Verter o licor ou rum por cima das bananas e deitar fogo para flambear, agitando ligeiramente a frigideira. Retirar as bananas do lume e deixar arrefecer.
Bater as natas com a baunilha e 80-100 gr de açúcar, até ficarem bem firmes. Reservar no frio até usar.
Colocar a massa folhada no prato de servir (com um colherzinha de nata por baixo para que ela não deslize no prato), dispor a banana por cima, espalhar uma camada generosa de natas por cima da banana e distribuir os morangos a gosto. Decorar com hortelã.
Levar o restante açúcar ao lume num tachinho até caramelizar. Retirar do lume e com uma colher lançar fios cuidadosamente sobre os morangos. 

Nota: Percebi depois que comecei a lançar os fios com o caramelo demasiado liquido, pelo que, não consegui o efeito pretendido. Deverá deixar-se prender bem o caramelo para conseguir criar fios finíssimos. 




13/09/16

Salada Assada com Couscous, Salva e Scamorza













































Um prato simples e leve, executado no pico do calor, mas que simultaneamente nos envolve num ambiente tão quentinho e aconchegante que já nos começa a querer indicar o caminho para uma nova estação. Que longe estará. Eventualmente!?

Este ano o couscous foi usado numa média acima do normal por aqui durante os meses quentes. Desde que saiu esta salada maravilhosa, várias outras roupagens e contextos lhes foram dados, e este foi definitivamente dos favoritos.

Dois dos ingredientes principais foram grandes estreias. Por um lado a Salva, que havia sido plantada e já estava em condições de usar, por outro lado o Scamorza, um queijo sui generis que me tinha despertado a atenção na prateleira do supermercado, acabando por me fazer companhia até casa.
Gostei do aroma da salva mas achei-a mais ligeira do que esperada. O Scamorza é um queijo fumado de sabor muito interessante, que me faz lembrar alguns enchidos mais ligeiros (como o meu adorado fiambre de peru do forno a lenha), e dá um toque bem especial e intensidade ao prato.
O feijão verde que ainda vai abundando por cá, encaixa particularmente bem assado com outros legumes. Tudo devidamente aromatizado, envolvido nos couscous e finalizado com o toque fumado deste queijo que agarra e harmoniza o prato, proporcionou uma refeição extra enriquecedora.

Gosto do Outono e adoro explora-lo à mesa. Nas suas cores, sabores e aromas tão próprios e acolhedores, que tanto me dizem, encontro um delicioso conforto. Mas sinceramente, este ano não me importava nada que demorasse um pouco mais a chegar.









































SALADA ASSADA COM COUSCOUS, SALVA E SCAMORZA

Ingredientes
(2 pessoas)

3 colheres (sopa) de azeite
2 dentes de alho, médios
1 cebola, média
2 cenouras, médias
150 gr de feijão verde
100 gr de cogumelos paris
150 gr couscous
Sal marinho tradicional, by Necton
Pimenta
Pimentão doce fumado
Mistura de especiarias "couscous bahia" (compro no Jumbo)
Salva fresca (8-10 folhas)
50-70 gr de queijo Scamorza

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Começar por preparar o molho para assar os legumes. Colocar o azeite num pequeno recipiente e juntar o alho esmagado, 3-4 folhas de salva partidas ao meio, uma pitada de sal, pimenta, pimentão doce e a mistura de especiarias. Mexer bem e reservar.
Preparar os legumes, começando por retirar os fios/veios ao feijão verde (se tiver) e dando-lhe uma pré-cozedura, de cerca de 3-4 minutos, em água a ferver temperada com sal. Retirar da água e reservar. 
De seguida descascar e cortar a cenoura em palitos médios. Laminar os cogumelos e a cebola.
Num recipiente de ir ao forno colocar todos os legumes, verter o molho por cima, juntamente com as restantes folhas de salva e envolver bem. 
Levar ao forno até os legumes estares cozinhados mas firmes, cerca de 15-18 minutos, mexendo a meio do tempo.
Enquanto os legumes estão no forno, preparar o couscous, levando a ferver duas chávenas (chá) de água temperada com uma pitada de sal. Colocar o couscous num prato fundo, juntar um fio de azeite e verter a água a ferver por cima. Tapar o prato  e aguardar 3-4 minutos, para a água seja absorvida. Destapar e mexer com um garfo para que os grãos se soltem bem. Reservar.
Colocar o couscous na travesssa/prato de servir e dispor a salada/legumes assados por cima. 
Espalhar fatias de scamorza e 3 ou 4 folhas de salva por cima dos legumes e voltar a colocar no forno, na função grill. Deixar estar apenas o tempo suficiente para o queijo derreter.
Retirar do forno, polvilhar com uma pitadinha de pimenta e servir.

Nota: Ao comer, aconselho a envolver bem os legumes e o queijo nos couscous, para ficar ainda melhor.







09/09/16

Cookies de Abacate, Amêndoa e Cacau










































As bolachas nunca foram o meu forte. Sempre fui muito mais de massas de bolos e bolinhos, tartes, trufas e afins.  
Além de apreciar poucos tipos de bolachas, confesso que também não me dá particular prazer fazê-las. Adoro cozinhar e acho que estas curiosidades que não se explicam. Tenho duas ou três receitas base que sei que funcionam e raramente fujo disso. Por vezes aparece uma receita que me chama mesmo a atenção e lá vou eu para a cozinha, saber se dominarei aquela massa ou se é ela que me vai dominar a mim.

Para esta receita específica, pensada no âmbito da parceira com a Carla, para a rubrica "Inspirar & Nutrir", fiz alguma pesquisa. Já tinha visto várias opções de bolachas mais saudáveis com poucos ingredientes que aparentemente funcionavam bem em termos de consistência de massa, que é sempre a minha principal preocupação nestes casos.
Ora, dentro dos parâmetros necessário lá fui juntando os alimentos e sabores que me agradam, a fim de promoverem um resultado bom em termo de sabor e textura.

O abacate, ingrediente que continua a ser alvo de habituação por cá, funciona muito bem com o cacau. Posto isto, resolvi juntar a amêndoa que adoro, acrescentar os restantes componentes capazes de criar uma massa funcional, e juntar tudo na esperança que resultasse. 
Pois resultou! Numas cookies bem intensas visualmente e muito interessantes em termos de sabor. Com a vantagem de darem saúde e forma a lanches do bem, que as nossas crianças terão todo o prazer em levar na lancheira neste regresso às aulas. Facílimas de fazer e saudáveis? Excelente!

Feliz regresso, meninos!





COOKIES DE ABACATE, AMÊNDOA E CACAU

Ingredientes
(7-8 cookies)

1 abacate, médio e maduro
1,5 colher (sopa) de mel
1 ovo, médio
2 colheres (sopa) de amêndoa ralada
1 colher (sopa) de farinha de côco
2 colheres (sopa) de cacau magro em pó
1 colher (café) de canela
1 pitada de gengibre
1 pitada de sal marinho
2 colheres (sopa) de pepitas de chocolate ou chocolate em barra picado (70% de cacau)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal. Reservar.
Retirar a casca e o caroço ao abacate e coloca-lo numa trituradora ou processador. Juntar o mel e triturar muito bem até obter um preparado o mais cremoso possível.
Acrescentar os restantes ingredientes, à excepção das pepitas de chocolate, e triturar mais um pouco até estar tudo envolvido. Retirar para um recipiente e envolver o chocolate.
Com uma colher de sopa verter pedaços de massa ligeiramente espaçadas entre si, formando as cookies. A massa fica ligeiramente fluída mas "segura-se" bem. Colocar um pouco mais de chocolate por cima de cada bolacha, e levar ao forno cerca de 10-12 minutos até a massa estar cozida mas ainda pouco resistente ao toque, isto é, ao pressionar a massa com o dedo esta deve ceder um pouco.
Retirar do forno, deixar arrefecer completamente e conservar em recipiente hermético.

Nota: Não é suposto as cookies ficarem duras ou crocantes;
Nota_1: São melhores completamente frias.